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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Comeback

Eu tinha ido ali, mas já tô voltando. Peraí.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Para Estefânia

E lá vai ela, selvagem e impulsiva, adentrando os 19. Marca ingrata, absurda, aguda e cruel que os anos fazem sobre o indivíduo. Análise numerológica: 1+9=10. 1+0=1. É o início de um novo ciclo, ou o reinício do mesmo, em seu eterno retorno.
Ninguém nunca me avisou que ter dezenove era pior do que ter treze, ou dezessete, idades igualmente críticas. Mas, no fim das contas, a gente sai desse período com a cabeça erguida, sabendo que podem vir as tropas napoleônicas pra cima que nós estraçalhamos numa só dentada. Isso eu falo mesmo ainda faltando um mês e meio pra já adentrar a casa dos jurássicos e deprimentes Vinte.
Neste exato momento, toca "When I Grow Up" do Garbage nos meus fones de ouvido. Quando eu crescer, eu serei estável. Quando eu crescer, eu transformarei tudo. Isso é o que Shirley Manson me diz e eu ouço até hoje, acatando admirado, crente que um dia eu farei jus a essas frases. E eu lhe digo: curta seus dezenove da melhor e da forma mais selvagem possível. E lembre-se: você ainda é uma teenager (nineTEEN). Isso pode ser usado em seu favor.
Mas também, quem sou eu pra lhe dizer alguma coisa!

Metalinguagem

Cá estou eu, nesta sala gelada e impessoal, cheia de gente. Um ruído grave de ar condicionado toma o ambiente. O cheiro me lembra algo de industrial. Neste ambiente, sento-me a este computador velho com meu MP3 player e escrevo. Escrevo sobre o que me invade e toma conta. Sobre todas as emoções clandestinas que fazem assentamentos na minha mente e lá permanecem, exigindo consideração até que chegue uma força coercitiva ou redentora.
Escrevo sobre mim, sobre você, sobre nós e sobre os outros. Para mim e para todos.
Principalmente, pra você.
Espero que essas parcas linhas lhe agradem.

Águas barrentas

Quando o choque veio, não havia me preparado. De repente, me vi lutando para respirar entre os escombros de uma vida até então muito distante de mim. Como reação, veio o instinto (auto)destruidor. Aquela dor necessária precisava ser impedida. Uma anestesia ou somatização qualquer, por favor.
Mas, após atingir o fundo, consegui enxergar que estava me afogando em um lago que dava pé. Apenas não enxergava porque eram águas turvas, barrentas.
A solução? Primeiramente, seria boiar, me entregando ao acaso. Ou então me erguer e aguardar pacientemente o bote salva-vidas.
E não é que ele parece vir?

terça-feira, 15 de abril de 2008

Arquetípico

Na rua deserta, passo pelo muro com o reboco caído que um dia já simbolizou minha dor. Ainda tenho a foto. Minhas mãos longas tocam a ferida da parede como se fossem a minha própria. Nada de físico, apenas abstração. A baixa resolução do arquivo dava conta do resto. Hoje, já não me disse mais nada. É apenas um muro maltratado numa rua suja e esquisita. Tocá-lo não é mais nada de arquetípico. Deixar de fazê-lo é apenas sensato. E eu sigo em frente. Não tão resoluto, mas resiliente.